quinta-feira, 26 de maio de 2016

PROGRAMAÇÃO DO II Simpósio de pesquisa sobre a mídia paraibana

Divulgamos a programação do II Simpósio de Pesquisa sobre a Mídia Paraibana. A atividade acontencerá nos dias 9 e 10 de junho de 2016, no Auditório do CCHL da Universidade Federal da Paraíba. Ao todo, 26 trabalhos foram selecionados e serão apresentados e debatidos em quatro sessões temáticas. 

O evento que é gratuito e aberto ao público fornecerá certificado para os ouvintes que participarem de no mínimo 75% das atividades. 

II SIMPÓSIO DE PESQUISA SOBRE A MÍDIA PARAIBANA 
"A comunicação e a cidade: espaço, diálogos e vivência" 
9 a 10 de junho de 2016
Local: Audiotório do CCHL - Universidade Federal da Paraíba 

Quinta-feira (09/06/2016)

Manhã

8h – Sessão 1 - Comunicação, cidade e cidadania

A comunicação no espaço escolar urbano: uma análise dos jornais escolares da rede municipal de educação de Campina Grande/PB
Edielson Ricardo da Silva (UFCG)

MOVIMENTO #OCUPAPRAÇA: Entrelaçando resistências pelos direitos à cidade e à comunicação
Sarah Fontenelle Santos (UFPI)
Luan Rusvell de Abreu Andrade (UFPI)
Luciene do Rêgo da Silva (UFPI)

Entre estabelecidos e outsiders:  a construção da informação social nas comunidades quilombolas e rurais nas rádios comunitárias
Marco Antônio de Oliveira Tessarotto (UFPB)

Espaço inclusivo: rádio e Inclusão Social
Jonas David Monteiro (UFPB)
Tayná Nunes Pires de Oliveira (UFPB)

Jornalismo e a síndrome de down na Paraíba: uma comparação entre as informações das bases de dados da FBASD e o conteúdo veiculado em portais do estado
Mayara Emmily Chaves Gomes (UFPB)
Gloria Rabay (UFPB)

A cidade do telejornal
Jocélio de Oliveira (UFPB)

9h45 – Intervalo
10h15 - Entrevista – A Comunicação e a cidade: espaços, diálogos e vivências

Exibição do curta: “Adios, Jampa Vieja”, Virginia de Oliveira Silva, 22 min. 
Entrevistado 1: Virgínia de Oliveira Silva (Projeto Cinestésico - DHP/UFPB), a confirmar
Entrevistado 2: Marco Aurélio Paz Tella (PPGA/UFPB) 
Entrevistado 3: Pedro Nunes (PPJ/UFPB)
Mediação: Jocélio de Oliveira (UFPB)

12h – Almoço

Tarde

14h – Sessão 2 - A tecnologia, o urbano e o jornalismo

Modo de ser, Modo de usar: a representação da cultura e da cidade por meio de perfis jornalísticos de artistas paraibanos
Cibelly Correia dos Santos (UFPB)
Hildeberto Barbosa de Araújo Filho (UFPB)

Narrativa urbanas de João Pessoa: O olhar da página Hipster Pessoense sobre a cidade
Amanda Azevedo (UFPB) 
Andrea Karinne Albuquerque Maia (UFPB)

O Whatsapp como fonte de personagens para os telejornais da TV Cabo Branco
Bruna Fernandes de Souza (UFPB)

Das redes sociais para as ruas: o medo social e a midiatização na gênese do movimento “Fui Assaltado - JP”
Luis Carlos Venceslau Franco (UFPB)
Sandra Raquew dos Santos Azevêdo (UFPB)

Charges na rua e intervenção comunicacional na cidade mídia
Marcelo Rodrigo da Silva (UFRN)

Desrespeito em movimento: quebras da Lei do Silêncio e da espiral do silencio em trajeto de ônibus em João Pessoa
Maria Ferreira Diniz (UFPB)
Giuliana Batista Rodrigues de Queiroz (UFPB)


15h45 – Intervalo

16h00 – Mesa-redonda: Cidade, tecnologia e corpo 
Exibição do curta: Só uma cidade, Cecília Bandeira, 3 min. 
Debatedor 1: Fernando Firmino (UEPB/PPJ-UFPB)
Debatedor 2: Carmélio Reynaldo (Observatório da Violência na Mídia/UFPB)
Mediação: Elane Gomes (UFPE)

Sexta-feira (10/06/2016)

Manhã

8h – Sessão 3 - Representação e representatividade da cidade na mídia

Pelos cantos da cidade: a comunicação pública como ferramenta de valorização da identidade de um povo através do programa Nosso Bairro
Erika Bruna Agripino-Ramos (UFPB)
Vitor Daniel Claudino Martins Teixeira (UFPB)

Geografia do sangue na Comunicação da Paraíba e
A mídia paraibana e o direito à cidade: a atuação da TV Tambaú na defesa do Shopping Intermares
Janaine Sibelle Freires Aires (UFRJ)

Fotojornalismo: além do visto e lido nos jornais paraibanos - Uma análise de conteúdo das manifestações de junho de 2013 
Nayanne Medeiros Nóbrega (UFPB)

O empreendedorismo rural em séries de tevê: práticas de um jornalismo cívico em construção
Renata Câmara Avelino (UFPB)

Sonoridades e Visualidades na disputa de território entre EUA e OKD
Carlos Edmário Nunes Alves (UFPB)

Jornalismo na prática versus Jornalismo na teoria: Reflexões sobre a formação dos novos Jornalistas
Elane Gomes (UFPE)

9h45min - Intervalo 

10h - Entrevista: Representações da cidade na política e na publicidade 
Exibição do curta: A voz de Juripiranga, dir. Dany Souza e Gabriele Alves, 1 min.
Entrevistado 1: Rostand Albuquerque (UEPB); 
Entrevistado 2: Convidada a confirmar
Entrevistado 3: Laerte Cerqueira (UFPE). 
Mediação: Skarllety Fernandes (UFPB)

12h -  Almoço 

Tarde

14h – Sessão 4 - Cultura, comunicação e cidade

Cultura urbana na cidade contemporânea: estilos de vida em João Pessoa
Andréa Karinne Albuquerque Maia (UFPB)

O centro ainda pulsa: mídia, cultura, identidade e território no caso do Varadouro Cultural
João Alberto Batista Jales (UFPB)

O profissional de Relações Públicas no cenário cultural de João Pessoa: o caso Varadouro Cultural
Amanda Azevedo (UFPB)
Gutemberg Cardoso (UFPB)
Thâmara Roque (UFPB)
Andréa Karinne Albuquerque Maia (UFPB)

A cidade-evento: a transformação midiática da cidade de Campina Grande durante o Maior São João do Mundo
Skarletty Fernandes (UFPB)

Ausência das Relações Públicas no Turismo no município de Casserengue /PB 
Gutemberg Cardoso (UFPB)
Joelma da Silva Oliveira (UFPB)

Atualizar para corrigir: a política de correções de erros nos portais paraibanos
Marcella Silva Mousinho Machado (UFPB)
Maryellen Ingrid de Araújo Bãdãrãu (UFPB)
Sandra Regina Moura (UFPB)

Uma nota sobre como adotar parâmetros éticos para analisar a mídia
Bruno Ribeiro Nascimento (UFPB)

15h45min - Intervalo 

16h - Mesa redonda: Novos tempos e desafios para o jornalismo: produção, estrutura e ensino     
Debatedor 1: Ricardo Oliveira (UFPB); 
Debatedora 2: Angélica Lúcio (UFPB); 
Debatedor 3: Claúdio Paiva (UFPB).
Mediação: Ligia Coeli (UEPB)



terça-feira, 19 de abril de 2016

NOVA DATA DE REALIZAÇÃO DO II SIMPÓSIO - 9 E 10 DE JUNHO DE 2016



Por motivos de força maior, a data de realização do II Simpósio de Pesquisa sobre a Mídia Paraibana foi alterada para 9 e 10 de junho de 2016. O calendário do Simpósio segue normalmente. E as inscrições de artigos e relatos de experiência continuam abertas até o dia 29 de abril de 2016, na Universidade Federal da Paraíba. 

Nesta edição, cujo tema escolhido é “A comunicação e a cidade: espaços, diálogos e vivências”, serão realizados debates, mesas temáticas e exibição de filmes sobre o papel da mídia paraibana na construção da concepção de cidade, do bem-estar, da acessibilidade e dos impactos das novas tecnologias da comunicação (como geolocalização por exemplo) no jornalismo local. Como resultado da ação, será produzido um livro sobre o tema.

O objetivo da ação, desenvolvida pela Observatório da Mídia Paraibana em parceria com pós-graduandos em comunicação de diferentes instituições de ensino, é promover o intercâmbio entre pesquisadores e a sociedade, bem como fortalecer a leitura crítica da produção midiática local. Por isso, a programação também é formada pela apresentação dos trabalhos submetidos selecionados, organizados e debatidos de acordo com suas afinidades temáticas. Detalhes e normas de submissão estão disponíveis no blog do simpósio.

São aceitos artigos e relatos de experiência de profissionais, pesquisadores, telespectadores e de toda sociedade sobre qualquer assunto relacionado à produção midiática local. Os trabalhos aceitos serão publicados nos anais do congresso. As inscrições são gratuitas e abertas ao público. Os participantes que obtiverem presença mínima de 75% receberão certificado. 

domingo, 3 de abril de 2016

CHATÔ - O IMPÉRIO DO REPÓRTER





Em março a televisão na Paraíba comemorou 50 anos. Um personagem de nossa história foi fundamental para este pioneirismo. O documentário "Chatô - O império do repórter" dirigido e roteirizado por Vall França narra a história do jornalista Assis Chateaubriand. Confira a obra da TV Assembleia. 

quinta-feira, 31 de março de 2016

Comentário debate sobre "Mídia e Violência"


Conforme divulgamos aqui o programa "Câmera Aberta", apresentado por Lael Arruda, da TV Câmara de João Pessoa abordou o tema da "Mídia e da Violência" no dia 28 de março de 2016.
Gravamos um depoimento sobre o assunto para contribuir com a discussão, confira a íntegra!

terça-feira, 29 de março de 2016

PROGRAMA "CÂMARA DEBATE" - Mídia e Violência

No dia 28 de março de 2016, o programa "Câmera Aberta", apresentado por Lael Arruda, da TV Câmara de João Pessoa abordou o tema da "Mídia e da Violência".
Os entrevistados foram a socióloga Wanessa Veloso e o jornalista Jocélio de Oliveira. Eles falaram sobre os impactos dos programa policiais na sociedade paraibana. Veloso é autora do livro "Verdade e Justiça ao meio-dia", já Oliveira é coorganizador do livro "Mídia Paraibana: origens e perspectivas, ambos lançados pela Xeroca! em parceria com o Observatório.
O Observatório da Mídia Paraibana também contribuiu com a discussão, em breve você terá acesso ao nosso depoimento na integra. Confira o programa aqui:  

quinta-feira, 17 de março de 2016

Geografia do sangue na comunicação da Paraíba

As relações entre mídia e violência adquirem, em todo o Brasil, contornos perversos. A paisagem audiovisual brasileira é profundamente marcada por conteúdos ligados a essa narrativa. E é a partir dela, por exemplo, que diversas candidaturas políticas, ligadas à mídia, são forjadas.

Na Paraíba, a relação entre mídia e violência também é definidora da programação da televisão, rádio e do jornalismo impresso produzido. O argumento de parte da mídia local para justificar a predominância desse conteúdo é que a mídia “não promove os crimes, apenas os noticia”. No entanto, é importante pensamos sobre o assunto e para que possamos entender que a violência não é somente reflexo da desigualdade social, mas é resultado direto de uma cultura. Cultura que a mídia local constrói e não se dissocia.

A mídia como alimento

Na década de 1940, o médico pernambucano Josué de Castro buscou chamar atenção para a questão da fome e da miséria. Estudou a geografia da fome e mostrou que o fenômeno não é resultado da ausência de alimentos, mas da estrutura econômica e social que nos organiza. Josué de Castro trouxe essa pauta para o debate, ganhando repercussão internacional. A ditadura militar tratou de colocar este tema no ostracismo, não só forçando o exílio de Castro, mas coibindo e criminalizando aqueles que ousaram falar da fome. A fome assim tornou-se um tabu.

A comunicação também é um tabu. Apesar da importância dela no nosso dia-a-dia, sempre que questionamos sua rotina produtiva, a pouca pluralidade de vozes, a concentração política dos meios, ouvimos como resposta máximas do tipo: “o controle remoto é o melhor controle. Está insatisfeit@, desligue a tv, mude de canal...”. A proposta nos faz esquecer que a relação entre público, a imprensa e a radiodifusão é estruturante, não adianta fugir dela. É preciso nos conscientizar que a Comunicação é um direito e a informação é um direito público.   

E não é à toa que, como a fome no passado, a comunicação seja um tabu. Ela também é alimento. Alimento de um tipo de sociedade. Através dela nos nutrimos política e culturalmente. É ela que responde por parcela significativa do que debatemos, do que ganha visibilidade e atenção, do que ouvimos e em quem nos espelhamos.

Os estudos de Josué de Castro mostravam, sobretudo, que não é somente a ausência de alimentos, mas que também pode-se morrer de fome, mesmo se alimentando. Ele fala das fomes parciais. Aquelas em que se morre de fome mesmo comendo diariamente, “pela falta permanente de determinados elementos nutritivos, grupos inteiros de populações se deixam morrer lentamente de fome", destacou em uma de suas principais obras.

Padecemos dessa mesma fome parcial. Apesar de nos alimentarmos diariamente pela mídia, não nos damos conta que estamos todos mortos de fome. Faltam nutrientes para pensar a política, faltam nutrientes para conhecermos criticamente o mundo a nossa volta, faltam nutrientes que nos mostrem a riqueza da nossa cultura...

Morremos de fome principalmente quando nos damos conta que a nossa mídia se alimenta – e consequentemente nos alimenta – a partir da doentia utilização da imagem de corpos de vítimas como instrumento para conquista de audiência e lucro. A predominância dessa narrativa no nosso dia a dia tem resultados perversos. A triste constatação disso vem através de alguns exemplos simples, mas que pouco a pouco vão sendo naturalizados.

Quando pesquisamos nomes de bairros periféricos da capital como o Grotão, localizado na zona sul de João Pessoa, no Google, vamos nos deparar com imagens chocantes de pessoas esquartejadas, acidentados, baleados, esfaqueados, corpos em estado de decomposição... O mesmo acontece se pesquisarmos por outras localidades periféricas da cidade e também da região metropolitana.

Geografia do sangue





Ao colocarmos o nome “Santa Rita” no google, vamos encontrar as imagens da monja agostiniana canonizada, cujo corpo não se corrompeu e permaneceu intacto mesmo depois de 200 anos de sua morte. Junto às imagens do corpo santo, vamos encontrar centenas de outros oriundos da cidade que lhe homenageia. Estes, infelizmente, corrompidos pelo desrespeito praticado pela mídia contra a dignidade humana e pela utilização do corpo das vítimas como objetos para a busca pela audiência.

Essa situação se repete quando exploramos todas as regiões da Paraíba, do litoral ao sertão, das mais violentas às mais pacatas cidades. O sangue parece se espalhar por nosso mapa, como o líquido que se derrama no chão da sala. O sangue dessa geografia é sobretudo de negros, de homens e de pobres. Apesar de ricos e brancos também vítimas da violência seus corpos não são explorados pela mídia da mesma maneira.

Este fenômeno acontece porque o google imagem se alimenta de rotas de informação reunindo o que se diz sobre cada uma das palavras chaves indexadas. O que significa que estas imagens traduzem perfeitamente a natureza da narrativa que se produz sobre estas localidades na mídia local.

Não encontramos imagens de grupos artítiscos destas localidades, não sabemos sobre o rosto vivo das pessoas que ali moram, não conhecemos as belezas que tais bairros podem reservar. Só conhecemos deles as imagens que nos ajudam a sentir medo.  Se o tema pesquisado são os bairros mais “nobres” da capital, a natureza das imagens se altera completamente. Tambaú e Altiplano, por exemplo, têm retratos bem mais fáceis de contemplar:  





A mídia e a disputa por território    

O papel da mídia não se resume a construção simbólica da imagem de cada lugar. Essa relação é bastante sólida e tem impacto direto nas políticas públicas que são criadas para essas localidades.

O conflito vai além. Em João Pessoa, conhecemos bem a disputa por território entre dois grupos de jovens denominados como Eua e Okaida. Juventude que não por ironia se agarra na narrativa criada sobre as localidades onde moram como forma de afirmação de identidade. 

Em si, tal disputa já carrega uma geografia. Ou pelo menos carrega em si uma subversão da geografia. Traz para o Nordeste brasileiro uma disputa internacional, que coloca Bush, Obama, Sadam Hussein e Bin Laden juntos numa mesma cidade, e mais do que isso recupera o conflito da 2ª Guerra Mundial quando coloca em disputa os “americanos”, como são chamados os jovens ligados ao Eua versus os “alemães talibãs” da Okaida.

A mídia não se aparta desse conflito. A ausência de legislação reguladora da comunicação no Brasil amplia a violência que se pratica e aquela que a mídia pratica e também noticia. Este é o caso dos bilhetes dirigidos a um famoso apresentador local deixado em corpos de adversários assassinados.

É o caso do crime que vitimou duas mulheres. O esquartejamento delas aconteceu pois elas contrariaram os interesses do grupo Okaida. O crime ganhou uma grande visibilidade não só por sua crueldade, mas também pelo bilhete deixado que se referia diretamente ao apresentador de uma emissora local e “explicava” o que havia acontecido.


Infelizmente, este caso não foi o único. Os bilhetes seguem sendo instrumentos de comunicação entre grupos criminosos e a mídia local, que irresponsavelmente segue os utilizando como ferramenta para a prospecção de audiência. 

Essa relação precisa ser coibida pelo poder público, pois fornece a tais organizações o que elas mais querem e precisam: a visibilidade. Desse jeito e apoiados na máxima “apenas noticiamos”, a mídia falha e comete um grande crime ao reeditar a exposição pública de vítimas como instrumento para promover o medo. Reeditamos os tramites de crimes lesa-majestade, como foi o caso de Tiradentes, condenado, morto, esquartejado e cujas partes do corpo foram expostas em várias cidades mineiras.

Isto é uma afronta aos direitos humanos e ao estado de direito. E precisa ser coibida. Por de um lado baliza o ritual de justiçamento promovido pelos criminosos e de outro promove o seu próprio tribunal. Criando assim uma concepção absolutamente equivocada do que é justiça e como devem funcionar os seus rituais.

Justiça e visibilidade

Devemos pensar sobre o assunto pois a mídia nos atravessa, nos compõe. Estamos estruturando uma sociedade baseada na criminalização da pobreza e da periferia, do racismo, da homo, lesbo e transfobia e também da culpabilização das vítimas.

Em voga, este tipo de construção simbólica da justiça tem criado situações preocupantes. Uma delas é quando a população confunde as funções da mídia com as do Estado. Há dois anos, no Ceará, a família de uma garota de 9 anos que foi violentada por um vizinho, cujo crime foi gravado acidentalmente pela família, entregou o material registrado para a imprensa acreditando que daquela maneira teria a prisão do acusado garantida. A família não compreendia que a exposição pública da imagem da criança na televisão ampliaria o crime que ela sofreu. Situação similar aconteceu em nosso estado em 2011.

Isso nos coloca em alerta, visto que a mídia tem se transformado no principal recurso que a população frequentemente tem recorrido. Muitas vezes, quando acidentes acontecem durante o dia, é comum que ouvintes liguem primeiro para o rádio e depois para o Samu, por exemplo. Uma demonstração clara que passo a passo estamos esvaziando o Estado da sua função de atuar na resolução dos problemas da população.

Assim, fica claro que a mídia não só tem construído uma geografia do sangue, da cidade e de suas localidades, mas altera também as espacialidades das funções do Estado e da própria função quando abandona pouco a pouco o papel de mediador e assume o papel de liderança. 

Janaine Aires é doutoranda em Comunicação e Cultura, membro Peic/ECO-UFRJ e do Observatório da Mídia Paraibana

segunda-feira, 14 de março de 2016

II SIMPÓSIO DE PESQUISA SOBRE A MÍDIA PARAIBANA CHEGANDO!




SALVE SALVE! 

É com muita alegria que informamos que está aberta, até o dia 29 de abril de 2016, a submissão de artigos e relatos de experiência para o II Simpósio de Pesquisa sobre a Mídia Paraibana

Nesta edição, que será realizada nos dias 9 e 10 de junho de 2016 na Universidade Federal da Paraíba, o tema escolhido é "A comunicação e a cidade: espaços, diálogos e vivência", serão realizadas palestras e atividades em torno das questões que envolvem a comunicação e o urbano. 

Podem ser submetidos artigos e relatos de experiência que versem sobre qualquer aspecto da produção midiática do nosso estado, por autores de qualquer nível de conhecimento. 

As propostas devem ser encaminhadas, obedecendo as normas de formatação, para o e-mail observatoriodamidiapb@gmail.com. O resultado dos artigos aceitos será divulgado no dia 13 de maio de 2016 no blog da ação (que SERÁ REPAGINADO EM BREVE). Os trabalhos serão publicados nos anais da atividade.

Confira mais detalhes na ementa e na chamada de trabalhos abaixo. 

Espalhe esta ideia, programe-se e não deixe de participar! 

Nos vemos lá! 

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II SIMPÓSIO DE PESQUISA SOBRE A MÍDIA PARAIBANA
UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA
 “A COMUNICAÇÃO E A CIDADE: ESPAÇOS, DIÁLOGOS E VIVÊNCIAS”
– 9 E 10 DE JUNHO DE 2016 –

A mídia é cotidiana. Se alimenta dos acontecimentos como fonte para produção de seus conteúdos. Ao mesmo tempo em que coloca seus discursos na arena pública, contribui com a significação dos espaços urbanos, grupos sociais e indivíduos que constituem as cidades.  Elas, por sua vez, abrigam uma variedade de dinâmicas, problemas e rostos. Contudo, não se pode resumir as cidades a um retalho de culturas. Há de se levar em conta a circulação social.
É nesse para lá e para cá dos indivíduos que os resíduos sensíveis que se despregam dos meios se sedimentam no tecido social. A interação com os meios não se encerra ao desligar o rádio, a TV ou ao encerrar a leitura do jornal, revista ou portal e os conteúdos dos media transitam pelo imaginário. Que hábitos se dão a ver a partir da elaboração dessas imagens? Que visões de mundo, e sobre seus habitantes, esses discursos elaboram? A que dão visibilidade e o que escondem? É possível identificar a diversidade sócio-cultural da pólisno espectro midiático?
É acerca dessas relações que II Simpósio de Pesquisa sobre a Mídia Paraibana quer discutir. Interessa-nos evidenciar como a mídia do nosso estado constrói simbolicamente as noções de global/local, a criminalização da pobreza, utilizações das tecnologias da comunicação (geolocalização no jornalismo, por exemplo), urbano x rural e reflexões sobre a publicidade construindo uma ideia de cidade. Trata-se de uma discussão sobre a urbe mediada e a importância de contextualizar os dilemas das cidades em suas diversas escalas e tamanhos.

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CHAMADA DE TRABALHOS
II SIMPÓSIO DE PESQUISA SOBRE A MÍDIA PARAIBANA
“A COMUNICAÇÃO E A CIDADE: ESPAÇOS, DIÁLOGOS E VIVÊNCIAS”

Até 29 de abril de 2016, está aberta a Chamada de Trabalhos para o II Simpósio de Pesquisa sobre a Mídia Paraibana, que será realizado na Universidade Federal da Paraíba nos dias 9 e 10 de junho de 2016. A atividade, cujo tema é “A COMUNICAÇÃO E A CIDADE: ESPAÇOS, DIÁLOGOS E VIVÊNCIAS”integra as ações do Observatório da Mídia Paraibana. Serão aceitos artigos científicos de pesquisador@s, professor@s, profissionais, estudantes de pós-graduação, graduação, ensino fundamental e médio e mesmo ouvintes, leitores e telespectadores que abordem aspectos da mídia produzida na Paraíba.

II Simpósio de Pesquisa sobre a Mídia Paraibana tem como objetivo promover o intercâmbio entre @s pesquisador@s, estudantes, profissionais e a sociedade, estimulando o debate e a reflexão sobre a mídia produzida no estado. A proposta visa também integrar os programas de pós-graduação em comunicação e áreas afins e a graduação, com o intuito de criar novos caminhos de pesquisa sobre os aspectos culturais, políticos e econômicos da Paraíba.

Os trabalhos devem ser encaminhados até o dia 29 de abril de 2016, obedecendo ao template e às normas de submissão estabelecidas, para o e-mail: observatoriodamidiapb@gmail.com. As propostas serão avaliadas pela Comissão Organizadora. Todos artigos e relatos aceitos serão publicados nos anais da atividade.
Os artigos e relatos de experiência serão divididos em Grupos de Trabalho que debaterão cada uma das pesquisas e relatos submetidos em sessões temáticas. A relação das propostas selecionados será divulgada no dia 13 de maio de 2016, no blog da ação, e comunicada a tod@s @s inscrit@s.  
Podem ser submetidos artigos em coautoria e trabalhos já publicados em anais de congressos e revistas científicas, com exceção daqueles já apresentados no Simpósio de Pesquisa sobre a Mídia Paraibana anterior. As inscrições para autor@s e ouvintes são gratuitas. Serão conferidos certificados para os participantes que comparecerem a 75% das atividades e para os autores que apresentarem seus trabalhos.
A partir da atividade, também será elaborado um e-book com os artigos que se dedicarem especialmente ao tema desta edição: “A COMUNICAÇÃO E A CIDADE: ESPAÇOS, DIÁLOGOS E VIVÊNCIAS” e suas interfaces, que serão selecionados e avaliados pela Comissão organizadora.

Os casos omissos serão solucionados pela Comissão Organizadora.
Normas de Submissão
Baixe o modelo de submissão aqui.
Para artigos científicos:
Descrição
Fonte
Observações
Formatação
Artigo
Mínimo de 10 e máximo de 20 páginas
Título e subtítulo
(Português)

Nome do autor
(Instituição de origem)
Times New Roman 14

Times New Roman 12
Resumo
(Português)
Times New Roman 11
150 a 250 palavras
Texto justificado.
Palavras-chave
(Português)
Times New Roman 11
3 a 5 palavras-chave
Citações curtas
Times New Roman  12
Até 3 linhas
Entre aspas sem itálico e ao final do texto deve conter o sobrenome do autor em caixa alta e o ano.
Citações longas
Times New Roman  10
Mais de 3 linhas
Espaçamento simples, destacadas em parágrafo próprio. Recuo de 4 cm à esquerda.
Notas de Rodapé
Times New Roman 10
Devem apenas ser usadas, na mesma página, os dados sobre o(s)  autor(es) com um asterisco para cada autor(a) e coautor(a) que informa(m) o(s) currículo(s) em até cinco linhas.
Corpo do texto
Times New Roman  12
Espaçamento 1,5, parágrafo 1,25 / justificado.
Intertítulos
Times New Roman  12
Em negrito, alinhados à esquerda.
Tabelas, figuras, fotos e ilustrações
Devem estar em alta resolução e serem numeradas e identificadas. Exemplos: Figura 1, Figura 2, Tabela 1, Tabela 2.
Referências
Times New Roman  11
Por ordem alfabética e em conformidade com as normas da ABNT. Todos os autores citados no corpo do texto devem constar nas Referências.

Para relatos de experiência:

Escrito: máximo de 5 páginas, seguindo a formatação dos artigos científicos.
Vídeo: máximo de 8 minutos, publicados no youtube.

Programe-se e Participe! 

CRONOGRAMA:
INSCRIÇÕES DE TRABALHO -  11 de março a 29 de abril de 2016 
PUBLICAÇÃO DOS TRABALHOS SELECIONADOS - 13 de maio de 2015
REALIZAÇÃO DO EVENTO -  9 e 10 de junho de 2016

Comissão Organizadora 
Carlos Edmário Nunes Alves
Elane Gomes
Janaine Aires
Jocélio de Oliveira 
Lígia Coeli
Skarletty Fernandes